No Oeste da Bahia estiagem continua e lavouras de milho já registram perdas

January 11, 2017

Prejuízos estão próximos de 10% a 20% nas lavouras do cereal. No caso da soja, lavouras ainda podem se recuperar caso as chuvas se confirmem. Previsões climáticas indicam precipitações generalizadas a partir desta quarta-feira (11) na região. 

 

 

No oeste da Bahia, os produtores ainda enfrentam preocupação com a estiagem, que dura desde o dia 20 de dezembro. Na semana passada, algumas áreas tiveram chuvas irregulares, que passaram de 5mm a 60mm, enquanto outras não receberam chuvas. A expectativa é de que, a partir desta quarta-feira (11), as chuvas se confirmem na região.

 

De acordo com o engenheiro agrônomo Armando Ayres de Araújo, as chuvas mais regulares são esperadas a partir de amanhã para o norte da região oeste e a partir de sexta-feira (13) para a parte mais ao sul da região. A situação mais preocupante é a do milho que foi plantado nas primeiras chuvas do mês de outubro - uma área pequena que estava iniciando a fase de enchimento de grãos - que deverá ter de 10% a 20% de perda.

 

Para o milho plantado mais tarde, a partir de 15 de novembro, "ainda é precoce falar em perda", de acordo com o engenheiro, assim como para a soja e o algodão, este último que se encontra no estágio inicial de desenvolvimento vegetativo.

 

A produtividade média esperada para o milho era de 160 sacas por hectare. Com as perdas, hoje estima-se um volume de 140 a 150 sacas por hectare, "um número mais realista para essa época", como aponta Araújo.

 

O algodão, por sua vez, "é a cultura que menos sente a estiagem, principalmente no estágio inicial". As chuvas em excesso, por sua vez, seriam prejudiciais para a cultura. Houve, neste ano, redução de 15% da área plantada com a cultura, que está em 190 mil hectares. A área restante foi ocupada pelo milho, que cresceu 30% e pela soja, que cresceu 4%. O preço do milho, que chegou a R$50 ao longo do último ano, foi determinante para a decisão de alguns produtores de voltarem ao sistema de rotação de culturas, que estava esquecido, segundo o engenheiro.

 

As áreas do milho próximas às áreas irrigadas sofrem também com a ocorrência de cigarrinhas, o que foi controlado. Para o caso da soja, algumas áreas sofrem com nematóides e mosca branca, mas ainda em fase inicial e sob controle.

 

Na comercialização, o milho, do qual não é feita a comercialização antecipada, está na faixa de R$38 atualmente, preço que deve se reduzir na colheita. A soja, por sua vez, entre R$66 a R$67, mas com 40% da safra já fixada em preços próximos a R$75, o que compensa o custo de produção. Para o algodão, o preço está em R$89.

 

Araújo aconselha os produtores a terem calma e cautela e aguardar pela chegada das chuvas. "É um momento de muita calma e tranquilidade para enfrentar os problemas e, no final, ter uma safra cheia", conclui.

 

 

Para mais informações acesse: http://www.noticiasagricolas.com.br/videos/milho/185233-no-oeste-da-bahia-estiagem-continua-e-lavouras-de-milho-ja-registram-perdas.html#.WHV-mfkrLIU

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