Os riscos do plantio no pó

October 2, 2017

Em certos anos, como o de 2017, as chuvas de fins de inverno e de início de primavera atrasam ou chegam em quantidades insuficientes para recarregar o perfil do solo com a umidade necessária para a germinação e emergência das sementes.

 

 

Alguns produtores se desesperam com a situação, pois veem seu planejamento de plantio da safra de verão (e, por consequência, da subsequente safrinha) atrasando mais e mais a cada dia de espera pela chuva salvadora. Esse desespero, muitas vezes, faz com que o produtor abandone o terreno relativamente seguro das indicações das tecnologias de produção e caia no terreno das especulações e do alto risco.

 

Se mesmo sabendo que, após um inverno extremamente seco, o perfil do solo encontra-se com pouquíssima umidade e na esperança de uma boa chuva o produtor decidir plantar no pó, ele estará arriscando incorrer em prejuízo. Este prejuízo será decorrente da diminuição dos rendimentos devido às falhas de germinação, má emergência e desuniformidade da lavoura, que não teve a umidade necessária para seu bom estabelecimento.

 

Ainda que uma boa chuva aconteça após uma, duas, ou mais semanas do plantio no pó, as sementes já sofreram com a exposição a teores de umidade do solo insuficientes para completar a germinação e emergência e foram expostas às altas temperaturas deste solo.


Por mais proteção que o tratamento de sementes possa oferecer contra os fungos, insetos e nematoides de solo, a fisiologia dessas sementes já foi prejudicada definitivamente pela umidade insuficiente e pelas altas temperaturas na superfície do solo. Muito provavelmente será uma lavoura de baixos rendimentos devido ao baixo vigor das plântulas e à desuniformidade do número de plantas nas linha de plantio. O prejuízo será ainda maior, caso haja necessidade de replantio total ou parcial da lavoura. Se a lavoura tiver que ser replantada, além do evidente aumento dos custos, os rendimentos da safra de verão e, na sequência, os da safrinha poderão ser seriamente comprometidos.


O bom senso indica que a semeadura da soja deve ser feita em solo com umidade suficiente em todo o seu perfil. Mais vale esperar alguns dias até que as chuvas forneçam, ao solo, a água necessária para garantir a emergência e germinação da soja do que perder a safra toda. Assim, o produtor estará diminuindo os riscos de fracasso em sua atividade.

 

 

Para mais informações acesse: http://blogs.canalrural.com.br/embrapasoja/

 

 

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