Saiba por que apenas 1% dos pecuaristas faz seguro pecuário

November 21, 2017

O seguro pecuário é uma ferramenta eficiente para se previnir financeiramente da morte de exemplares do rebanho por acidente ou doença. Engasgamento, ingestão de corpo estranho, picada de cobra, raio e afogamento estão entre as coberturas. No entanto, essa forma de proteção do patrimônio ainda não cobre o principal problema enfrentado pelos pecuaristas: os roubos e furtos de animais.

 

De acordo com o corretor de seguros Charles Júnior afirma que existe uma certa dificuldade de mensurar e de fazer a regularização do sinistro nesses casos. "Mas realmente é uma cobertura que faz falta, e existe muita procura por ela".

 

De acordo com o Atlas de Seguro Rural, disponibilizado pelo Ministério da Agricultura, no Brasil há cerca de 3.800 pecuaristas, mas apenas 1,1% possui o seguro pecuário. Charles Júnior acredita que a adesão é baixa porque a taxa de contratação é maior que a taxa de perda de rebanho que o produtor tem em sua propriedade durante o ano. "Um animal de R$ 30 mil vai pagar uma taxa de seguro de 8% a 12%", exemplifica.

 

Há duas modalidades de seguro pecuário - o de todo o rebanho e o de gado de elite. O pecuarista David Batista utiliza a segunda modalidade para três reprodutores de sua fazenda em Padre Bernardo (GO). Em caso de algum acidente, como a queda de um raio, por exemplo, só cobriria esses exemplares, e não as outras 300 cabeças da propriedade. Ainda assim, o pecuarista afirma que não compensaria contratar os dois tipos de seguro.

 

Segundo Batista, o valor da franquia do seguro rebanho não é viável economicamente."Já no elite eu acho que compensa, porque, se você tem um animal de maior valor agregado, que tem um fator de produção que compensa, que viabiliza um seguro, e se você vir a perder um animal desses, até que você consiga fazer a reposição genética é uma coisa lenta, então você tem que se garantir", diz o pecuarista.

 

Apenas duas seguradoras brasileiras oferecem o seguro para gado de elite. Quatro oferecem o seguro rebanho, enquanto 12 trabalham com o seguro agrícola. O fato de não haver cobertura em casos de roubo e furto desmotiva os pecuaristas.

 

"É uma pena que hoje no brasil com essa incidência, com tanto roubo em fazendas, nenhuma corretora se propôs a fazer o seguro contra roubo e acho que isso seria uma necessidade. Seria um produto extremamente buscado pelos produtores rurais", afirma David Batista.

 

 

Para mais informações acesse: http://www.canalrural.com.br/

 

 

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