Plano Safra: CNA pede redução de taxa de juros para o Plano Agrícola e Pecuário 2018/19

April 20, 2018

A entidade também pede a elevação de 5,08% do volume de recursos, de R$ 188,4 bilhões para R$ 197,9 bilhões.

 
O comportamento dos preços da agropecuária brasileira, em 2017 e também no início de 2018, tem sido determinante para o controle inflacionário. De acordo com a CNA, nos 12 meses encerrados em fevereiro/2018, o IPCA alcançou 2,84%, patamar ligeiramente menor que os 2,95% do mesmo indicador em 2017.

 

“Há oito meses, o IPCA vem mantendo-se abaixo, não apenas da meta de inflação mas, de seu piso que, para 2018, é de 3% ao ano. O agronegócio, portanto, tem sido ator determinante para o ciclo atual de afrouxamento monetário, iniciado em outubro/2016, uma vez que as reduções sucessivas da taxa Selic só foram possíveis graças ao controle inflacionário, cuja maior contribuição vem da agropecuária nacional”, afirmou a CNA em comunicado.

 

 

Propostas para o Plano Safra 2018/2019


A entidade divulgou propostas para o próximo Plano Safra. Entre as sugestões, a CNA propõe um aumento de 5,08% do volume total de recursos do Plano Safra, para R$ 197,9 bilhões. A entidade também defende redução das taxas de juros para financiamentos de custeio de 8,5% ao ano para 5,5% ao ano.

Confira as propostas da CNA:

 

– Elevação do volume de recursos de R$ 188,4 bilhões para R$ 197,9 bilhões (aumento de 5,08%).

 

– Elevação do volume de recursos para investimentos em R$ 9,5 bilhões (aumento de 25% em relação à safra 2017/2018).

 

– Priorização dos programas de investimento para construção de armazéns (PCA), adequação das propriedades à legislação ambiental (ABC) e investimentos necessários à incorporação de inovações tecnológicas nas propriedades rurais (Inovagro), com taxas de juros de 4% ao ano.

 

– Manutenção dos atuais níveis de exigibilidade para os depósitos à vista (34%) e poupança rural (60%), direcionados ao crédito rural.

 

– Redução da taxa de juros dos financiamentos de custeio de 8,5% ao ano para 5,5% ao ano.

 

– Apoio à manutenção de isenção de imposto de renda para investidores em Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e emissão de títulos em moeda estrangeira.

 

– Adoção do crédito rotativo e automático, a partir de limite definido em contrato “mãe”, no qual devem se vincular os demais contratos de crédito de custeio, com o objetivo de reduzir os custos de transação.

 

– Exclusão dos encargos cobrados para elaboração de projeto técnico e assistência técnica, como percentual do valor do projeto. No atual cenário de taxa de juros, essas taxas oneram sobremaneira a contratação do crédito rural.

 

– Viabilização da liquidação antecipada das renegociações realizadas por meio do Pesa.

 

– Definição de políticas estruturantes para a gestão de riscos agropecuários, por meio da subvenção ao prêmio do seguro rural e às opções de venda de produtos agropecuários, revisão do Zoneamento Agrícola de Risco Climático e apoio à comercialização.

 

 

A CNA defendeu ser necessário gerenciar riscos do agronegócio para garantir a sustentabilidade e o crescimento do setor. “É fundamental fortalecer a gestão dos riscos a que estão expostos os produtores rurais, e que colocam sob incerteza sua renda e sua capacidade de crescer, quando não de sobreviver”, afirmou a CNA em relatório.


 De acordo com a entidade, no momento em que discute as propostas para o Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2018/2019, esse tema assume importância ainda maior, pois determinará em que medida o agronegócio terá acesso a juros reais mais baixos e condizentes com o atual patamar de juros vigente no Brasil.

 

Confira o documento elaborado pela CNA com todas as propostas para o Plano Safra 2018/2019 clicando aqui. Segundo a CNA, o documento de propostas é resultado de contribuições de produtores rurais, técnicos de sindicatos rurais e das Federações de Agricultura e Pecuária, levantadas a partir de workshops regionais realizados durante o mês de março de 2018 em três polos de produção agropecuária (Santa Catarina, Mato Grosso e Piauí), além de dados coletados durante pesquisa online.

Para mais informações acesse: https://sfagro.uol.com.br

 

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