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Atenção no Seguro, por Gerson Anzzulin: Estiagem determina a redução da oferta do seguro rural

O Rio Grande do Sul atravessa mais um período de estiagem. Em 2022, este cenário determinou um crescimento superior a 100% nas indenizações do seguro rural, que chegou na faixa de R$ 10 bilhões, sendo que a arrecadação não atingiu este patamar. O vice-presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais, Daniel Nascimento, disse que para 2023 a perspectiva é de manutenção do segmento.



- Como está a oferta deste produto em função das elevadas indenizações no último ano?


A oferta praticamente acabou para a safra de verão. Ocorreu uma retração no mercado após a estiagem que atingiu a safra 2021/2022 no Rio Grande do Su. Ao final de 2021, 15 seguradoras operavam com este produto, sendo que em 2022 duas companhias deixaram estas operações. Posteriormente, uma empresa entrou no segmento, determinando que 14 seguradoras proseguissem comercializando o seguro rural no Estado.


- E a forma de atuação das seguradoras no Rio Grande do Sul?


Até 2021 tivemos uma evolução da área segurada por conta da demanda do mercado e a oferta das seguradoras. A partir de 2022, devido à estiagem, muitas companhias deixaram de comercializar o produto. As que mantiveram a oferta, limitaram as coberturas, não garantindo tudo o que os produtores esperavam.


- Entramos 2023 com uma nova estiagem no Estado. A redução na oferta do seguro rural é reflexo das últimas estiagens?


Sim. Em nove meses de 2022, o Rio Grande do Sul recebeu R$ 2,85 bilhões em indenizações. São valores expressivos em razão da forte estiagem. A estiagem continua neste ano e determinará uma perda de 80% na safra de milho, apesar do seguro privado não participar tanto desta cobertura. Esta é uma demanda do Proagro. A expectativa fica agora para as chuvas de janeiro e os efeitos para a safra de soja. A depender do resultado, possivelmente mais restrições deverão surgir por parte dos mercados segurador e ressegurador.


- A ampliação do seguro rural depende de uma participação mais efetiva do governo federal através do subsídio?

Na comparação com 2021, a subvenção foi menor em 2022, atingindo a faixa de R$ 1 bilhão, o que significou uma retração de R$ 150 milhões. Trabalhamos junto ao governo federal não apenas para aumentar, mas ter o subsídio no momento certo. Esta é uma pauta permanente da Comissão de Seguro Rural de FenSeg.


- Qual é o cenário do seguro rural no País?


Tivemos uma retração em 2022, com empresas saindo do segmento e a redução da oferta do produto. Segundo dados do Atlas do Seguro Rural, 14% da área plantada no país tem o seguro rural. Isto significa campo para crescimento. Estamos longe da realidade de outros países, como Estados Unidos e China, que chegam a índices que variam de 60% a 90% de área segurada.



Para mais informações acesse: https://www.jornaldocomercio.com/


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