Centro-Oeste enfrenta seca e sofre com prejuízos na produção agrícola

A seca na região Centro-Oeste é causada pelo fenômeno La Niña. Pesquisador da Embrapa explica que as perspectivas para os próximos meses não são animadoras.

A estiagem está afetando também os produtores agrícolas, no Centro-Oeste do Brasil.


Em uma fazenda em Campo Grande não chove regularmente faz 60 dias. A estiagem severa que atinge a lavoura de milho deve trazer prejuízos ao agricultor.

“Quebra consolidada de 50%, consolidada hoje, que se chovesse hoje não recupera e calculamos que deve aumentar nos próximos dias se não vier chuva. Os últimos 18 anos que eu estou aqui na região eu nunca vi uma seca igual”, conta o produtor rural Mateus Tochetto.

Conforme vai aumentando a quantidade de dias sem chuva, mais a lavoura fica comprometida. Solo totalmente seco, sem umidade e isso afeta diretamente no crescimento da planta. As espigas ficam menores e consequentemente, com menos grãos.

A seca na região Centro-Oeste é causada pelo fenômeno La Niña. Danilton Flumignan, pesquisador da Embrapa explica que as perspectivas para os próximos meses não são animadoras, já que o outono e o inverno são normalmente mais secos.

"A gente já vem de um longo período no Brasil central datando basicamente do mês de fevereiro em diante de chuvas abaixo da média. Os prognósticos que estão sendo divulgados, eles sinalizam que deverá continuar. Então, realmente, é um sinal de alerta”, explica Danilton Flumignan.

As lavouras de cana de açúcar também estão sentindo os impactos. A região Centro-Sul produz 90% do açúcar, etanol e eletricidade resultante da queima do bagaço de cana do país. A safra teve um início mais lento em relação a 2020 e já sofre com as chuvas irregulares.

"Isso vai fazer com que a próxima safra, a que está si iniciando agora em abril, tenha uma redução de até 45 milhões de toneladas de cana em relação à safra passada. A safra passada nós processamos 605 milhões de toneladas de cana e essa safra em torno de 560 milhões”, diz Antônio de Pádua Rodrigues, diretor da Única da Indústria de Cana de Açúcar.



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