Chuva ainda é insuficiente para plantio de soja

Atraso tem cada vez mais chance de afetar o potencial dos cultivos de milho e algodão na segunda safra


As chuvas que estavam previstas para retornar ao Brasil a partir do dia 10 de outubro chegaram de maneira irregular e ainda são consideradas insuficientes para que o plantio de soja 2020/21. Também surge um ponto de atenção para possível perda de produtividade do milho verão no Sul, por causa da seca.

De acordo com as informações divulgadas pela Reuters, o atraso na semeadura da soja --já visto como o maior dos últimos dez anos-- tem cada vez mais chance de afetar o potencial dos cultivos de milho e algodão na segunda safra.


Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que no maior Estado produtor do país o plantio da oleaginosa alcançou 3,02% da área até o dia 9 de outubro. O percentual é inferior aos 18,78% registrados em 2019/20 e está igualmente abaixo da média histórica para o período, de 16,6%. Em paralelo, produtores de Mato Grosso avançam para patamares nunca antes vistos na comercialização da soja. Segundo o Imea, 60% da produção esperada para 2020/21 já foi negociada, assim como 6,21% do grão de 2021/22, que será plantado somente em setembro do ano que vem.


Já no Paraná, o plantio atingiu 16% das áreas e está no patamar mais atrasado em pelo menos cinco anos. No mesmo período da safra passada, este percentual era de 22%, mas em 2018, por exemplo, 47% da área de soja já estava semeada, mostram dados do Departamento de Economia Rural (Deral).



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