Colheita do milho na Argentina registra queda de 20%, mas Bolsa segue projetando 51 mi de t

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) divulgou seu informe semanal trazendo novas perspectivas para a safra de milho argentina 2021/22. Os dados levantados pelos técnicos da BCBA apontam que 4,9% das lavouras do país já foram colhidas e apresentam média de produtividade de 82,33 sacas por hectare.


“A colheita ainda não é suave e o progresso é isolado em diferentes setores do centro da região agrícola. A produtividade média nacional reflete uma queda de 20% nas produtividades em relação à mesma data do ciclo anterior, quando a colheita cobria apenas 1,9% da área”, destaca a BCBA.


No Núcleo Norte, a colheita cobre mais de 20% da área apta, entregando uma produtividade média de 94,5 sc/ha, 23% inferior à produtividade registrada na mesma data do ciclo anterior. “Os primeiros resultados do plantio precoce mostram o impacto da seca em fases críticas e a consequente onda de calor durante o enchimento de grãos”.


A publicação ainda aponta que, em escala nacional, estão previstas chuvas para os próximos dias que continuarão beneficiando grandes setores do centro da região agrícola. “Até o momento, estima-se que 19,1% da área em pé atual entrar em estágios críticos de floração nos próximos dias e poderá se beneficiar da previsão de curto prazo”.


Olhando para as condições de cultivo, o relatório aponta que 21% das lavouras estão com avaliações boas ou excelentes, 53% como médias e 26% ruim. De acordo com as condições hídricas, 72% das lavouras são consideradas ótimas ou adequadas, 27% como regulares e 1% como em excesso.


“As chuvas acumuladas nos dias anteriores elevaram a condição ótima/adequada da água para 72% da área em pé, refletindo uma melhoria semana-a-semana de 5 pontos percentuais. Essas mesmas chuvas melhoram o cenário para 18,5% da área de milho que está iniciando fases críticas. Neste quadro conjuntural, a projeção de produção mantém-se em 51 milhões de toneladas”, alertam os técnicos da BCBA.


No relatório da semana anterior, esses índices eram de 21% das lavouras boas ou excelentes, 51% médias e 28% ruins. Além de 67% das lavouras consideradas ótimas ou adequadas em relação às condições hídricas e 33% com regulares ou secas.



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