Prejuízo da seca chega a R$ 3,7 bi em SC

Dados divulgados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/Cepa) indicam que a seca que atinge SC desde o ano passado já causou prejuízo superior a R$ 3,7 bilhões à agricultura do Estado. O valor representa o somatório das perdas verificadas até o momento nas lavouras catarinense de milho (grão e silagem), soja e feijão primeira safra.


Em termos econômicos, a cultura agrícola mais atingida até o momento é a soja primeira safra, que já soma prejuízos de R$ 1.575.898.632,6. Segundo Haroldo Tavares Elias, analista da Epagri/Cepa, 21,6% da safra está comprometida, o que significa 551.651,1 toneladas a menos na colheita. “A estimativa Inicial da Epagri/Cepa era de que o Estado colhesse 2.555.565,7 toneladas de soja na primeira safra, mas, com as perdas previstas, o total colhido deve ficar em 2.003.914,6 toneladas”, indica a entidade.


O milho silagem é o que teve maior perda em volume. “A estiagem vai fazer que o estado colha 2.943.038,9 de toneladas a menos. O prejuízo é de R$ 627.573.624,6. Em termos percentuais, a perda chega a 31,8%. A primeira safra de feijão é outra que sofre com a pouca chuva em Santa Catarina. Até o momento, a estimativa de produção é de 53.066,4 toneladas, ou seja, 15.358,1 toneladas a menos do que o estimado incialmente, uma quebra de 22,4%. O prejuízo previsto é de R$ 63.049.926,9”, completa.


Segundo o setor de meteorologia da Epagri/Ciram, o Estado deve finalizar o mês de fevereiro com chuva insuficiente para mudar o quadro da estiagem, que atinge principalmente as regiões Oeste, Meio-oeste e Extremo-oeste. A equipe prevê que pelo menos até abril o clima de mantenha seco em Santa Catarina, com chuva abaixo da média e mal distribuída em todas as regiões.


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