Produtor brasileiro recebeu R$4,5 bi em 2 meses do seguro por quebra de safra, diz ministério

As seguradoras pagaram aos produtores brasileiros aproximadamente 4,5 bilhões de reais em indenizações nos dois primeiros meses do ano, principalmente pela quebra de safras de soja e milho verão na região centro-sul, informou o Ministério da Agricultura nesta segunda-feira.


O montante é apenas 900 milhões de reais inferior ao total pago ao longo de 2021, quando o problema maior foi com a safra de milho. No caso da soja, o país teve uma colheita recorde no ano passado, demandando menor acionamento do seguro para a oleaginosa.


"Isso demonstra a importância e efetividade do seguro", disse o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pedro Loyola.


O ministério disse ainda que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2021 recebeu 1,18 bilhão de reais do governo, o que permitiu auxiliar financeiramente a contratação de 217.934 apólices.


Essas apólices foram contratadas pelos produtores rurais em todas as regiões do país e totalizaram cerca de 14 milhões de hectares segurados.


Já o valor total segurado representou a importância de 68,3 bilhões de reais.


O secretário de Política Agrícola, Guilherme Bastos, destacou o compromisso do governo no apoio ao seguro agrícola, lembrando que pela primeira vez o país conseguiu atingir a marca de 1 bilhão de reais aplicados no programa de subvenção ao seguro rural, com um crescimento de 34% em relação ao executado no ano passado.


Considerando os sucessivos problemas climáticos observados nos últimos anos, o produtor rural não deveria plantar sem a proteção do seguro e as recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, acrescentou Loyola.


Para 2022, está previsto o orçamento inicial de 990 milhões de reais para o programa de subvenção ao prêmio ao seguro rural.


A partir de 2022, o percentual de subvenção ao prêmio será fixo em 40% para todas as culturas/atividades, exceto para a soja, cujo percentual permanece fixo em 20%, segundo o ministério.


(Por Roberto Samora)



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