Prorrogação e renegociação de dívidas será pouco para os produtores em meio à estiagem

O deputado federal Heitor Schuch (PSB-RS) destacou, no Troca de Ideias desta quarta-feira (9), que o manual de socorro aos produtores rurais com prorrogação e renegociação das dívidas e execução do regramento será pouco para o setor primário gaúcho em função da estiagem que abate a atual safra e impõe prejuízos. “Precisamos de algo mais”, afirma.




O parlamentar gaúcho conta que procurou apoio nos ministérios da Agricultura e de Minas e Energia. Porém, os ministros pediram articulação política com o relator geral do Orçamento da União para que se destine recursos para a área. De acordo com eles, em função do engessamento do orçamento dos ministérios, o relator teria mais poder de manejo e destinação de verbas do que os próprios chefes das pastas nos ministérios.


Schuch adianta que deve ser editada uma medida provisória (MP) em modalidade especial, com execução imediata, de R$ 1 bilhão. O governo federal estuda uma forma para que esse recurso chegue aos produtores sem tanta burocracia “e não percamos tempo”, comenta.


Conforme o deputado, a estiagem prolongada, as intempéries climáticas com temporais, a crise da suinocultura, a economia em declínio e a inflação em alta, com pessoas sem emprego e renda em meio à pandemia, deixam o agronegócio também fragilizado. Para ele, toda a cadeia será impactada, e os municípios sofrerão reflexos no ano que vem com um retorno menor do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).


Schuch argumenta que o Proagro e o Seguro Agrícola são modalidades para socorrer a agricultura. Porém, em estiagens tão longas, são insuficientes. De modo que o setor e o governo precisam discutir e implementar medidas estruturantes.


O deputado cita construção de açudes, reservatórios, poços e tanques nos telhados para que água fique nas propriedades. Em seu entendimento, as mudanças climáticas pedem investimento em energia para abastecer o campo, na irrigação e na reservação de água.



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