Seguro rural pode avaliar áreas a distância

Seguradoras podem usar o sensoriamento remoto para monitor as áreas agrícolas


As seguradoras que oferecem o seguro rural podem usar o sensoriamento remoto para monitor as áreas agrícolas seguradas. O sistema permite o acompanhamento mesmo na pandemia, auxiliando nas avaliações para a contratação do seguro agrícola e nos registros das intercorrências climáticas.


O setor que fornece este serviço deve ser, ainda, impulsionado pelo seguro paramétrico, que entrou em vigor em janeiro. A modalidade utiliza índice pré-determinado no contrato como parâmetro na ocorrência de problemas climáticos. A cobertura da apólice é acionada caso o índice usado como parâmetro seja alcançado. Exemplo disso foi a seca registrada no sul do país. Se o índice de base estabelecido no acordo entre o produtor e a seguradora for atingido e excedido, o seguro pode ser acionado.


O Ministério da Agricultura regulou o seguro paramétrico com subvenção de 20% ao prêmio, para qualquer atividade, e deverá se tornar uma grande alternativa de proteção rural nas próximas safras, já que possibilita o produtor adotar uma cobertura para a área agrícola da maneira que for mais importante para suas lavouras.


“Quando um produtor solicita o seguro, as análises são realizadas na propriedade para determinar o cumprimento das diretrizes relacionadas ao histórico de produção anterior à área agrícola e às exigências ambientais. Com as informações obtidas pelo sensoriamento remoto, mapeadas por satélites, as seguradoras agrícolas conseguem pré-aprovar certas coberturas sem a necessidade de uma visita presencial. Essa velocidade e precisão de dados têm sido fundamentais para o fechamento dos contratos de seguro rural. Além disso, a antecipação de fatores de risco às lavouras seguradas permite aos produtores rurais tomar decisões mais assertivas na condução da lavoura”, diz o engenheiro agrônomo e gerente comercial da Geosys Brasil, Gustavo Libardi.


No ano passado foram contratadas 193 mil apólices de seguro rural, totalizando 13,7 milhões de hectares segurados, cerca de 21% da área total plantada no país. O valor total segurado pelas apólices somou R$ 45,7 bilhões, um montante 108% maior, em comparação com 2019.



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