RS: colheita chega a 39% e perdas por seca vão ficando maiores, diz Emater

Conforme levantamento das condições das lavouras da entidade, devido a falta de chuvas, todas as regiões irão recorrer ao Proagro.


Segundo levantamento semanal da Emater-RS algumas regiões do estado até receberam chuvas esta semana, com com baixíssimos acumulados, incapazes de trazer melhorias para as lavouras. A colheita avançou rápido, chegando agora a 39%, ante os 27% do mesmo período de 2019 e as perdas ficaram mais aparentes.


“O período foi marcado pela ocorrência de chuvas de baixo volume na maior parte do estado. A temperatura se manteve amena durante o dia e predominou o ar seco deixando o tempo firme. Essas condições têm contribuído para ampliação das perdas na cultura, exigindo que os produtores de todas as regiões recorram à cobertura de Proagro e de seguros”, afirma a entidade.


No estado, além das 39% de áreas já colhidas, 43% estão em maturação, 17% em enchimento de grãos e 1% em floração.



Ijuí

Segundo a Emater, as precipitações retornaram na semana, embora com distribuição irregular. O volume insuficiente das chuvas não atenuou os efeitos das perdas ocasionadas pelo déficit hídrico, principalmente nas cultivares mais tardias. A cultura se encaminha para o final de ciclo, predominando nas lavouras as fases de maturação (58%) e colheita (37%). No momento, a produtividade está em 2.245 quilos por hectare.


“A estiagem tem influenciado no comportamento as plantas. Nas cultivares mais tardias, aumentou a morte de plantas. Há áreas que apresentam plantas com retenção de folhas, queda de vagens e diminuição do tamanho de grãos. As lavouras colhidas têm evidenciado elevada quantidade de grãos esverdeados e imaturos. Igualmente, o tamanho e o peso têm se mostrado muito abaixo da ficha técnica das cultivares, impactando diretamente na redução e produtividade.”



Santa Rosa

Por lá, 1% da área de soja está na fase de desenvolvimento vegetativo (lavouras da safrinha), 3% em floração, 15% em enchimento de grãos e 48% em maturação. Segundo a entidade, com as condições meteorológicas favoráveis, a atividade de colheita alcançou 33% das lavouras. A produtividade tem variado de acordo com o regime de chuvas ocorridas no período de floração e enchimento de grãos e também devido à influência do tipo de solo e do manejo da área com rotação de cultivos de verão.


“As vagens estão com má formação de grãos, que apresentam tamanho pequeno, coloração esverdeada, indicando maturação forçada; além disso, há também falta de grãos, principalmente no terço superior nas vagens. A chuva de quarta-feira não trouxe mudança no cenário geral, que sinaliza redução de rendimento. As lavouras de segundo plantio, semeadas após a colheita do milho, tiveram boa emergência e são as mais beneficiadas com a chuva ocorrida. A produtividade atual é de 1.994 quilos por hectare.”



Santa Maria

A fase predominante nas lavouras é a maturação, com 43%. Segundo a Emater, o tempo seco tem permitido a colheita, chegando a 27% das áreas cultivadas. A região sentiu intensamente a estiagem. As perdas têm aumentado e já ultrapassam a média de 50%.


“Em Tupanciretã, onde já estão colhidos 22% da área, o rendimento varia de 480 a 2.400 quilos por hectare”, diz a entidade.



Bagé

Por lá, 47% das lavouras estão entre as fases de florescimento e enchimento de grãos, 40% em maturação fisiológica e 13% já foram colhidas.


“Durante a semana, mesmo com as precipitações, os rendimentos obtidos nas áreas colhidas variaram de 600 a 1.800 quilos por hectare, mantendo-se semelhantes aos obtidos na semana anterior, o que indica consolidação dos prejuízos advindos da estiagem.”



Soledade

Na região, 5% das lavouras estão em enchimento de grãos, 75% em maturação e 20% já foram colhidas. As lavouras colhidas expressam o efeito que a estiagem provocou nas plantas ao longo do ciclo.


“A produtividade média é de 1.680 quilos por hectare. As variações de rendimento ocorrem em lavouras formadas tanto por variedades precoces como por aquelas de ciclo médio e tardio. O estresse hídrico faz com que as lavouras modifiquem o ciclo, o que resulta em grãos com menor tamanho e peso, além de apresentarem aspecto esverdeado.”



Frederico Westphalen

A colheita segue avançando e já chegou a 50%. Das demais lavouras, 7% estão na fase de floração, 9% em enchimento de grãos e 34% em maturação. A produtividade média é de 2.421 quilos por hectare.

“A continuidade da estiagem aliada à alta temperatura está comprometendo o rendimento, e as perdas já atingem 26%; o quadro poderá se agravar caso não ocorram chuvas nos próximos dias.”



Erechim

Por lá, 60% da cultura está colhida e 40% em enchimento de grão e maturação. O volume das precipitações na semana variou entre 17 e 57 milímetros.


“Apesar de essas chuvas terem aliviado parcialmente o impacto da estiagem, há sérios problemas de falta de água nos estabelecimentos, e nos rios e córregos há pouca ou quase nenhuma vazão. As perdas aumentam conforme a colheita avança. A produtividade média é de 2.443 quilos por hectare, que reflete perdas de 36% em relação à estimativa inicial.”



Caxias do Sul

Com a predominância de dias secos, a colheita avança em ritmo acelerado. A maturação vem ocorrendo de forma desuniforme, com grãos demasiadamente secos e outros ainda verdes, dificultando a tomada de decisão dos produtores sobre o melhor momento para a colheita.


“Lavouras com variedades mais suscetíveis apresentam grande quantidade de plantas mortas que secaram antecipadamente pelos efeitos da estiagem; outro dos efeitos é o ataque de doenças como o fungo Fusarium, que tem provocado a morte precoce da planta, sem que ela complete o enchimento dos grãos.”



Pelotas

A cultura se encontra predominantemente na fase de enchimento de grãos (60%). A colheita já atinge 7% dos plantios na região. Em Pelotas e São Lourenço do Sul, estão colhidos 15%; em Cerrito, Santana da Boa Vista e Herval, 20%; em Canguçu e Jaguarão, 10% e 8%, respectivamente.


“As produtividades têm alcançado entre 1.400 a 1.500 quilos por hectare. Não há ocorrência da ferrugem asiática nem de surtos significativos das demais doenças e pragas.”



Passo Fundo

Intensifica-se o ritmo da colheita, que já chega a 42%. O restante se encontra em fase de enchimento de grãos (8%) e em maturação (50%). As precipitações ocorridas, com média de 16,8 milímetros, não foram suficientes para evitar a redução dos rendimentos na cultura.




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