Clima segue preocupante no Centro-Sul

Na noite desta última segunda-feira (21/02), o mais recente relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) do monitoramento das condições das lavouras, manteve a projeção de condições hídricas preocupantes na metade oeste do centro-sul do território nacional.


Mesmo com a previsão de algumas chuvas no sul do país e também o registro de alguns acumulados pontuais nos últimos dias, não há indicativos de condições favoráveis para o milho e para a soja na região nesta próxima semana.


O déficit hídrico vem sendo registrado desde o início da safra de 2021/22, sobretudo no sudoeste do RS. Municípios como São Borja, Uruguaiana e Itaqui, registram acumulados de 30.6 mm, 45.8 mm e 46.4 mm nos últimos 60 dias, respectivamente.

A título de comparação, em Uruguaiana, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) a média de chuvas esperadas para Janeiro é de 117 mm e para Fevereiro de 156.7 mm.


Ainda sobre a região sul, o estado que apresenta as melhores condições hídricas nas últimas semanas é o PR onde as chuvas estão ocorrendo de forma bastante irregular, porém com uma frequência maior se comparado aos demais estados.


Por outro lado, a projeção realizada pela Conab não indica restrições em relação às chuvas na parcela central do país e no MATOPIBA. Visto que, na última projeção tínhamos algumas áreas entre o leste do MT e oeste de MG onde as chuvas poderiam causar impactos pontuais.


Esta melhora na condição hídrica, neste caso com a diminuição das chuvas, favorece o avanço da colheita da soja e semeadura do milho de segunda safra. E vale ressaltar que, tanto a colheita da soja (33%) quanto a semeadura do milho (46.4%), no cenário nacional, avançam em ritmo mais acelerado do que o da safra de 2020/21.



O que diz a Conab:


Soja: Em MT, as chuvas intensas e frequentes em todo o estado provocaram atrasos na colheita, principalmente no Noroeste e Oeste. Em MS, grande parte das lavouras que estavam em enchimento de grãos adiantaram o ciclo e estão em maturação devido à falta de chuvas. No PR, os estádios fenológicos continuam a se adiantar devido à seca e às altas temperaturas. No RS, a estiagem segue reduzindo o potencial das lavouras. Cerca de 80% da área está em florescimento e enchimento de grãos. Em GO, o ritmo da colheita avança, enquanto MG e SP progridem lentamente. No Matopiba, a colheita segue lentamente, com exceção de TO, que alcança 40%.


Milho 1ª: No RS, a colheita avançou e chegou a 54%. As perdas são irreversíveis e já superam 50% do potencial inicial do estado. Em SC, 65% das áreas já estão colhidas. As perdas devido à estiagem comprometem o rendimento esperado. Em MG, o início da colheita se aproxima com expectativa de ótimo rendimento. No Matopiba, a qualidade das lavouras é boa, com exceção do Centro-Norte da BA devido à restrição hídrica.


Milho 2ª: Em MT, o plantio acompanha o ritmo da colheita da soja, apesar do excesso de chuvas que reduziu o seu avanço. Em MS, a restrição hídrica atrasa a semeadura. No PR, 85% das lavouras semeadas estão em boas condições. No Matopiba, destaque para TO, com 50% já semeado


Algodão: Em MT, a semeadura está quase finalizada, porém chuvas dificultam as atividades operacionais. As plantas apresentam bom desenvolvimento vegetativo. As operações de manejo fitossanitário estão ocorrendo normalmente, a fim de assegurar a qualidade da lavoura. Na BA, a semeadura está finalizada na região do Extremo-Oeste e no Centro-Sul, com lavouras que estão em bom desenvolvimento. Em MS, semeadura completa. Manejo fitossanitário realizado sistematicamente para controle de pragas. No MA e PI, bom desenvolvimento vegetativo da lavoura. Em MG, a semeadura está quase finalizada. Em SP, a região Sudoeste possui lavouras com boa formação de maçãs e no Noroeste estão com bom desenvolvimento vegetativo.



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