La Niña pode impactar próxima safra de café

Com baixo pegamento da florada e elevado abortamento, produtores andam preocupados





No último mês as chuvas ocorreram em grande parte do Brasil. Desde o Rio Grande do Sul até o Mato Grosso do Sul e São Paulo a chuva ocorreu de forma mais irregular e moderada. Todavia, como já era esperado, em grande parte da região central do Brasil, em uma área envolvendo o Sul do Pará, os estados do Mato Grosso e Espírito Santo e a parte Sul do Maranhão, o volume de chuvas se deu de forma mais regular e um pouco acima da média. Nessa região as temperaturas foram mais amenas, enquanto na região Sul do Brasil algumas localidades apresentaram temperatura acima da média esperada para o mês.

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Com as altas precipitações, ocorridas a partir do início de outubro na região cafeeira e a probabilidade de as chuvas ocorrerem acima da média no início do verão, muitos produtores já iniciaram os tratos culturais para a recuperação do desenvolvimento vegetativo de lavouras que apresentavam alto desfolhamento, bem como para a recuperação do estado nutricional das plantas.


Adubações e pulverizações para repor os nutrientes removidos vêm sendo realizadas com base no resultado da análise de solos que foram coletadas após a colheita sendo que as próximas adubações e pulverizações devem ser baseadas também na análise foliar que deverá ser realizada no mês de dezembro, quando os frutos estiverem no estádio de chumbinho. Esses cuidados com as lavouras têm sido desestimulados pelos altos preços dos insumos além de que muitas foram, e ainda estão sendo, podadas devido ao depauperamento apresentado após a última colheita e ao abortamento de flores e de chumbinhos.


Neste ano, após o início das chuvas ocorreram exuberantes floradas nos cafezais, porém tem sido observado baixíssimo pegamento dos chumbinhos. No período da pré-florada foi registrado período de seca prolongada, calor excessivo, ocorrência de geada, inversão térmica e ataque de pragas e doenças, o que contribuiu para a elevada desfolha das plantas, vindo a afetar o desenvolvimento das estruturas reprodutivas. Na atual safra também tem sido observado, nas lavouras das regiões cafeeiras de Minas, que gemas que deveriam ser reprodutivas se tornaram vegetativas, apresentando elevadas ramificações secundárias nos ramos plagiotrópicos.


Diante do atual cenário, considerando o baixo pegamento da florada e o elevado abortamento dos chumbinhos, os produtores andam preocupados com o tamanho da próxima safra.

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